Coisas Estranhas em que as Pessoas Acreditavam Há 60 Anos

Há 60 anos, na década de 1960, o mundo era bem diferente do que conhecemos hoje. Muitas crenças comuns da época parecem absurdas agora, graças aos avanços na ciência, na sociedade e na tecnologia. Baseado em relatos históricos, vamos explorar 13 crenças estranhas que eram amplamente aceitas. Algumas delas envolviam saúde, educação e hábitos cotidianos que, vistas retrospectivamente, nos fazem questionar como as pessoas viviam com elas.

1. Fumar era considerado perfeitamente saudável

Na década de 1960, cerca de 42% dos adultos nos EUA fumavam regularmente, e os cigarros eram promovidos como um acessório de bem-estar. Médicos apareciam em anúncios recomendando marcas específicas, e muitos acreditavam que o cigarro ajudava no estresse e na digestão. Os riscos à saúde só foram amplamente reconhecidos após o relatório do Cirurgião Geral em 1964. As pessoas fumavam livremente em hospitais, aviões e escritórios.

2. Crianças canhotas precisavam ser “corrigidas”

Professores frequentemente forçavam alunos canhotos a mudarem de mão, acreditando que a canhotice causava caligrafia ruim ou problemas de disciplina. Algumas escolas amarravam as mãos das crianças para treiná-las. Cerca de 10% da população é naturalmente canhota, sem qualquer ligação com comportamento ou inteligência.

3. O tempo frio causava resfriados

Sair de casa sem agasalho era visto como um convite para ficar de cama por uma semana. A crença era que o frio em si causava resfriados, mas na verdade são vírus os responsáveis. Pais vestiam as crianças com camadas excessivas, e até médicos repetiam isso. O verdadeiro vilão é o contato com pessoas infectadas, não o ar gelado.

4. Cintos de segurança eram perigosos

Antes das leis obrigatórias, alguns achavam que usar cinto aumentava o risco de ficar preso no carro. As montadoras só tornaram os cintos padrão no meio da década de 1960. Motoristas frequentemente dobravam os cintos sob os bancos porque “atrapalhavam”. Hoje sabemos que eles reduzem o risco de morte em 45%. Muitos insistiam que ser “jogado para fora” era mais seguro.

5. A TV podia danificar a visão permanentemente

Sentar perto da TV era considerado o pior erro da infância. Os primeiros aparelhos emitiam radiação baixa, e em 1967 um modelo de TV colorida da GE foi recolhido por emitir radiação excessiva. A crença persistiu, e mesmo hoje alguns adultos repetem a regra por hábito.

6. Manteiga era mais saudável que margarina… e depois o contrário

Primeiro, a manteiga era boa por ser “natural”. Depois, a margarina era melhor por ter menos gordura saturada. Mas as margarinas iniciais eram ricas em gorduras trans, tornando-as piores. Os conselhos alimentares nos anos 1960 eram confusos e mudavam constantemente.

7. Mulheres solteiras não podiam ter vidas bem-sucedidas

As mulheres eram ensinadas que seu valor dependia de casamento e filhos. Ser solteira após os 25 anos gerava rótulos negativos. Apenas 9% das mulheres acima de 30 nunca haviam se casado nos anos 1970, comparado a mais de 35% hoje. Acreditava-se que solteiras estavam destinadas à solidão.

8. Andar debaixo de uma escada trazia azar

Essa superstição remonta à Idade Média, mas era levada a sério nos anos 1960. Algumas pessoas atravessavam a rua para evitar uma escada encostada. Jogar sal por cima do ombro era uma proteção extra. Hoje é mais uma brincadeira, mas idosos ainda avisam.

9. Açúcar acalmava as crianças

Alguns pais davam açúcar extra para tranquilizar os filhos. Um biscoito era visto como estabilizador de humor. Escolas distribuíam lanches doces no almoço. Na verdade, o açúcar aumenta a energia. Pesquisas nos anos 1990 mostraram que não causa hiperatividade.

10. Leite curava quase tudo

O leite era o remédio universal: para estômago ruim, cansaço ou insônia. Escolas promoviam campanhas de “leite fortalece o corpo”, e o consumo per capita era quase o dobro do atual. Tratavam o leite como medicamento.

11. Voar de avião era só para ricos

As viagens aéreas tinham reputação de luxo. Passagens custavam o equivalente a milhares de dólares hoje. Voar era um evento, com roupas chiques e refeições completas. Apenas uma pequena parcela da população podia pagar regularmente.

12. Não se podia nadar por pelo menos uma hora após comer

Quase todos os pais repetiam essa regra. Acreditava-se que o sangue ia para o estômago na digestão, enfraquecendo braços e pernas. Não há base científica. Pesquisadores confirmaram que nadar após comer é seguro, mas muitos ainda hesitam.

13. Palmadas eram essenciais na educação

A ideia de “poupar a vara estraga a criança” era amplamente aceita. A maioria dos pais usava punição corporal em casa, e escolas permitiam palmadas na maioria dos estados. Hoje, apenas poucos estados permitem isso em escolas.

Essas crenças refletem como a sociedade evoluiu. O que será que acreditamos hoje que parecerá estranho daqui a 60 anos?

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